
Diariamente no meu trabalho, lido com as mais variadas situações.
Desde a tão falada depressão. A qual é originada por factores internos ou externos os quais nem vou inumerar pois nunca mais pararia de escrever...
Até aos casos de perturbações de ansiedade, distúrbios alimentares, vítimas de violência / abuso e até mesmo psicoses.
Cada um me toca de formas tão diferentes que não saberia exprimir aqui.
Se uns admiro pela força e capacidade de lidar com algo terrível, noutros observo relutância em avançar, mas com o tempo tudo se vai encaixando até porque cada caso é um caso e cada pessoa precisa de um timing específico para cicatrizar as suas feridas e aprender a viver com as marcas que nunca se apagam.
Porém existe algo que me toca profundamente... Pais que perdem filhos.
Aquela inversão no ciclo vital da família que tanta dor e sofrimento provoca.
Flores que são colhidas antes de desabrochar, e que deixam uma árvore mutilada.
Porque se novas flores poderão surgir na primavera, nenhuma outra ocupará o lugar da que não desabrochou.






