18 de maio de 2011

Não é fácil tolerar.



Todos sabemos que a doença mental já por si é algo complexo e que... Cada caso é único na sua singularidade.





Eu até entendo que as pessoas muitas vezes não consigam perceber o que se passa.





Até aceito que tenham dúvidas e coloquem as suas questões em relação às implicações de cada distúrbio.





O que não tolero é o preconceito implícito quando se referem a um doente mental.





A "mania" de julgar... achando-se donos da verdade e pensarem (enrolados na sua feliz ignorância) que um doente mental tem por obrigação de se esforçar por disfarçar a existência da patologia.



Este tipo de atitude Faz com que o portador da doença se sinta culpado pelos comportamentos desajustados podendo desta forma precipitar o agravamento dos problemas já existentes, e claro está... o aumentar do sofrimento.



Assim... antes de cuspirem para o ar, antes de debitarem teorias (da cueca), informem-se e procurem perceber qual a melhor forma de lidar com a doença mental.



Como evitar o estigma, como ajudar até a uma integração do indivíduo na sociedade.






As fontes de informação hoje em dia são mais do que muitas e acima de tudo é necessário que haja uma maior abertura para compreender, apoiar, antes de... apenas julgar e criticar.

12 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Esse comportamento é preocupante, de facto. Mas mais preocupante são aquelas pessoas que passam por normais quando de facto têm doenças mentais bem graves. Sim, estou a falar dos nossos governantes.

Beijoca.

oops!!! disse...

Concordo inteiramente, Petra.

E "dêem-me um tiro na cabeça", se isto não é verdade, como dizia o Fernando Nobre...

;)

Tanita disse...

Compreendo o que dizes, tenho um primo com trissioma 21.
Bj**

dannie disse...

Pessoas assim nunca se preocuparão em procurar saber seja o que for em relação às doenças, simplesmente pelo prazer que lhes dá fazer pouco de pessoas com essas doenças. E isso sim, são doentes mentais, dos mais grave que existe, por não respeitarem, e compactuarem com discriminações perante os mais "fracos", que em muitos casos, são pessoas bem mais inteligentes do que pessoas ditas "normais" como nós.

Manuela disse...

Querida Petra, tens toda a razão! A sociedade não nos ensina a lidar com a doença mental e por isso formam-se vários preconceitos em cada um de nós, que não têm razão de existir.

Nina disse...

Como tenho na família uma doente mental (uma das minhas minha bisavós), tenho muito respeito por quem padece dessa doença...
Na verdade, acho que a respeitaria mesmo que não houvesse antecedentes na família.
bji, primita

Inês disse...

Pelos motivos que sabes, eu concordo por inteiro com o que está aqui escrito.
Mas infelizmente ainda vivemos numa sociedade bastante estigmatizada a nível social.

Sara* disse...

Concordo com o que escreves, eu tenho pena, mas tento sempre tratar de igual modo, as pessoas olhm e falam nas costas, é tão feio....
Um dia pode ser que lhes bata a porta e saibam como é.
Existe para ai muita gentinha que se acha normal e depois são mais limitados do que os clinicamente diagnosticados.
Até acho que este pais lhes devia dar mais apoio, as vezes oiço histórias de pessoas que têm de deixar de trabalhar para tratar de alguém assim e depois vivem mal, pois os apoios são miseráveis.

Petra disse...

Rafeiro: sim os nossos governantes já precisavam de um apoio psiquiátrico.....
Oops: bem tu vens-me para aqui falar no Fernando Nobre...
Oops, acalma-te....
Manuela: sim a nossa sociedade precisa de muitas mudanças, e nós somos os primeiros a tentá-las.
Tanita: o caso do teu primo é uma situação diferente daquilo que falo aqui.... mas sem dúvida que é necessária a nossa compreenção e sensibilidade.
Inês: sim, devido a situação que sabemos melhor do que todos sabes bem do que falo e entendes o que quero dizer aqui. beijo a todos!

Petra disse...

Dannie: disseste tudo agora! mas é que foi mesmo tudo!
Nina: pois quando convivemos com situações destas na família existe logo outra abertura para melhor perceber este tipo de casos tão especiais.
Sara* sim as pessoas falam pelas costas porque muitas vezes a ignorância não as deixa ver mais além.... Percebo bem o que queres dizer!
beijo as 3.

Brown Eyes disse...

Bem bem de que doente mental falas tu? Se é daquele que eu chamo louco o que eu queria mesmo era piorar o sofrimento dele.
Beijinhos

Petra disse...

Brown: eu aqui não falo própriamente de algum doente mental... Falo sim do preconceito da sociedade em relação às pessoas atingidas pelas patologias mentais.... bjo