5 de fevereiro de 2009

Amor platónico


Já tanto se disse sobre esta estranha forma de amar....
Mas se fecharmos os olhos e voltarmos até aos nóssos tempos de adolescentes, iremos constactar que os amores platónicos foram das coisas mais importantes que marcaram esta etapa tão controversa da nossa vida!
Quem é que nunca teve uma paixão desmedida?
Quem é que nunca amou com todas as suas forças sem olhar aos defeitos do ser amado?
Quem é que não passou horas a sonhar com aquela pessoa que tem tanto de inatingível como de maravilhosa?!
Eu passei! e por hoje ter me lembrado disso resolvi escrever este post.
Na minha opinião, um amor platónico torna-se desmedido e muitas vezes sufocante, porque a pessoa que o sente ou não tem coragem de o revelar ou simplesmente sente medo de falar por achar que ninguém vai compreender os seus sentimentos.
Um receio inconsciente de desconfirmar todas as crenças construidas em volta daquela pessoa.
É uma forma muito peculiar de amar sem pedir nada em troca, sem observação de defeitos.
Traduz-se assim por um quadro edializado que pintamos apenas com as cores que queremos.
Uma tela solitária onde se desenha algo improvável.
Eu já vivi ha muito tempo um sentimento assim e hoje sinto-me muito mais completa vivenciando um amor correspondido.
Mas não poderei nunca deixar de recordar algo que em tempos me marcou profundamente.... Um tempo que ainda hoje me faz sorrir e recordar.
Não quero com isto dizer que só os adolescentes sentem amores platónicos.... eles podem estar presentes em qualquer idade, mas normalmente é na adolescência, períudo de descoberta e construção de identidade que isto acontece.
E vocês têm alguma história de amorplatónico que hoje vos faz recordar e até sorrir? .

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